terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Seguros responde por 29% do lucro do Bradesco

Trabalhar em seguro pode render um polpudo bônus. A atividade de seguros e previdência permanece sendo uma importante fonte de receita para o conglomerado Bradesco. Dos R$ 10 bilhões de lucro líquido divulgado pelo banco Bradesco, 29% veio do braço segurador, com ganho de R$ 2,9 bilhões em 2010. O resultado foi 25% acima dos R$ 2,4 bilhões de 2009, beneficiado pelo aumento de 18% no faturamento, para R$ 31 bilhões, pelo menor desembolso de indenizações em relação ao volume de receita ( a sinistralidade caiu de 74,7% para 72,1%, resultando num aumento de R$ 450 milhões) e pelas generosas taxas de juros que remuneram as aplicações de renda fixa no Brasil.
O grupo Bradesco Seguros e Previdência tinha nada mais nada menos do que R$ 96,5 bilhões para aplicar no mercado financeiro. Praticamente 93% da carteira de investimento estava aplicada em renda fixa e o restante em ações, responsável por um resultado fraco em razão da bolsa ter encerrado o ano negativa, explicou Samuel Monteiro da Silva, diretor financeiro do grupo segurador.
O Bradesco é o banco que prioriza a atividade de seguros e previdência com mais ênfase dentro do sistema financeiro e por isso tem o maior ganho entre seus concorrentes. As seguradoras de bancos como BB, Itaú e Caixa, por exemplo, apresentam, em média, ganho equivalente a 10% do total consolidado do conglomerado. Em 2010, com o avanço dos concorrentes na área de seguros, o grupo intensificou a estratégia de conquistar os clientes do banco.
De acordo com Monteiro, em 2010 a seguradora conquistou 6 milhões em novos clientes, “Encerrar o ano com 36 milhões de clientes explica a melhoria dos resultados”, diz  Monteiro. Cerca de 82% das vendas de planos de previdência são geradas dentro do banco. Praticamente o mesmo percentual de títulos de capitalização. Já em seguros, o maior volume de vendas vem de fora do banco, ficando 60% de vendas para não clientes e 40% para clientes. “Esse percentual já aumentou muito. Há três anos era de 25%. Nossa meta é chegar a 60% das vendas de seguros para clientes do banco num futuro próximo”, comentou.
A maior parte do resultado veio da operação de vida e previdência, com R$ 485 milhões, seguida por saúde (R$ 177 milhões), capitalização (R$ 63 milhões) e seguros patrimoniais (R$ 54 milhões). O patrimônio ficou praticamente estável em R$ 11 bilhões e as provisões técnicas evoluíram para R$ 87,1 bilhões. O retorno sobre o PL chegou a 26,3%.
Entre os principais indicadores do grupo, um dos destaques, além do lucro, está na evolução do faturamento. O braço segurador totalizou R$ 31 bilhões em 2010, 18% acima dos R$ 26 bilhões registrados em 2009. Desse valor, o seguro automóvel girou R$ 2,3 bilhões, alta de 20%. Apesar da forte concorrência no seguro de carro, a seguradora tem aumentado a sua base de clientes. O aprimoramento contínuo da precificação e criação de aplicativos de cálculo online contribuíram para o incremento da carteira, informa nota no balanço.
Os seguros patrimoniais, com residência, transporte, cascos marítimos e riscos comerciais, responderam por vendas de R$ 872 milhões. Vida e acidentes pessoais geraram faturamento de R$ 2,7 bilhões, evolução de 17,7%. Previdência privada aberta (VGBL, PGBL e planos tradicionais), um dos grandes destaques do grupo, foi responsável por arrecadar contribuições de R$ 14,4 bilhões, 15,4% acima do resultado obtido em 2009. A Bradesco Saúde exibiu R$ 7,4 bilhões em receita de prêmios de planos de saúde e odontológico. Já os títulos de capitalização encerraram o ano com R$ 2,48 bilhões em vendas.

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